Resenha · Robyn Schneider

Resenha: Extraordinary Means, Robyn Schneider

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sinopse

Até seu diagnóstico, Landon tinha uma vida extremamente previsível, no entanto, quando ele se vê no Lathan House, um sanatório destinado a pessoas com tuberculose, descobre um novo mundo com regras paradoxais, sensores médicos e uma excêntrica, mas super confiante Sadie. Tudo isso faz com que a vida como Landon conhece não seja mais a mesma. 

Skoob | Goodreads

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Robyn Schneider me conquistou com seu primeiro livro, O Começo de Tudo. Por isso, me vi completamente ansiosa para ler Extraordinary Means. Então, acho que vocês podem imaginar como me senti ao descobrir que esse livro não passa nem um pouco perto do outro e que a história não me agradou nem um pouco. 

A começar com os personagens principais. A narrativa é dividida entre o Landon e a Sadie. Suas personalidades são extremamente superficiais e de certa forma, clichês puros – e no pior sentido da palavra. A pior coisa neles foi a construção rasa, de forma que me fez sentir que eu tinha em mãos, uma versão de diversos livros do mesmo gênero e temática. E com o avançar da história os dois passam a ficar cada vez mais chatos. Sadie é a típica menina aventureira que vive o momento, enquanto Landon deixa a vida de lado para os estudos e o foco em sua carreira. Não há nada de novo neles, nada que realmente os faça conquistar o leitor. Mais uma vez, não há nenhuma profundidade.

Para ser sincera, os personagens secundários eram muito mais interessantes do que os principais e claro, não foram nem um pouco explorados. Vou confessar que senti muito mais com aqueles que ficaram em segundo plano do que Landon e Sadie. 

Aliás, o clichê é a coisa mais presente nesse livro. Ele é simplesmente uma repetição vazia de outros sick-lit e que talvez a única é o fato da autora ter escolhido uma doença fictícia ao invés do câncer, que é o comum nas histórias com esse padrão. E sim, ela seguiu um padrão a ponto de você saber o que vai acontecer no final muito antes de sequer abrir o livro. E o pior? Não traz nenhuma emoção. Minha reação com o ápice do livro foi literalmente um “ah” completamente entediado. 

Talvez ele tivesse me tocado mais se Schneider decidisse quebrar os parâmetros e optado por um caminho diferente. E não posso dizer que foi por não ser o final ideal, mas sim que foi tão igual a tantos outros livros e com tão pouca emoção que a coisa toda foi banalizada. 

Até mesmo a jornada de Landon em sua descoberta que vivia uma vida previsível foi extremamente sem graça e mais uma vez, repetida em tantos outros livros de YA contemporâneos. notaruimregularconsideracoesfinaisA impressão que Extraordinary Means passa é que a autora quis pegar a fórmula de livros que foram bons e tiveram muitas vendas e criar sua própria versão. Mas ao invés de colocar toques que fariam com que o leitor se apegasse aos personagens, ao enredo, ela escolheu seguir um caminho seguro e seguindo os passos de autores que vieram antes dela, de forma que sua história se tornasse uma repetição de tantas outras e extremamente fraca. Ela poderia ter arriscado mais. Muito mais. 

Tudo ficou muito superficial, a leitura começou a cansar depois de algum tempo por conta disso, mesmo com o ritmo de narrativa da autora, que prende bastante e que caminha super rápido. 

recomendoRaramente digo aqui que não indico um livro, mas há alguns que eu simplesmente não consigo fazê-lo e fico bem triste quando isso acontece, porque geralmente costumo tentar encontrar lados positivos em leituras que não gostei. No entanto, não consegui fazê-lo com Extraordinary Means, que peca por uma história extremamente clichê e que nada acrescenta e de certa forma, preguiçosa. 

Quem curte sick-lit e quiser arriscar, o inglês dele é super tranquilo, já que não encontrei nada sobre lançamento em português. 

flav

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2 comentários em “Resenha: Extraordinary Means, Robyn Schneider

  1. Nossa, sabe que você resumiu direitinho o que tanto procurei palavras pra encontrar? Hahaha Eu pra ser sincera nem tenho problema com livros com temáticas comuns, porque muitos deles são apaixonantes e se eu volto a ler o tema é porque eu gosto…mas daí o autor não sair da zona de conforto e seguir uma receita, totalmente desapontador. </3

    Beijão, Patty!

  2. Quando o autor segue um pouco, mas ainda deixa a linguagem dele bem exposta, pra todo mundo ver a marca dele e pra fugir um pouco do comum e da receita, já é um bocadinho melhor… Mas, detesto ler livros que seguem uma receitinha prática assim e sequer tentam nos tirar da zona de conforto =/

    Já esse, pelo jeito, vai passar longe da minha lista de leitura, hahahahahahahaha!

    Beijo ❤

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