Dicas

Dicas de escrita (parte 2)

Oi gente bonita!

Ontem dei algumas dicas sobre escrita bem básicas pra vocês e como prometi, hoje vim aqui falar um pouquinho sobre meu processo criativo, como me organizo e como escrevo. Fora, algumas outras dicas! Não sou nenhuma profissional, mas escrever é uma das coisas que mais amo fazer, então espero pelo menos conseguir ajudar um pouquinho alguém. Se pelo menos uma dica for útil, já vou ficar super feliz e espero que o anônimo que me pediu esse post me perdoe a demora e que goste dele também!

Quem acompanha o blog ou me acompanha nas minhas redes sociais pessoais (como Twitter ou Instagram), sabe que sempre estou escrevendo. Seja à mão, seja no computador, revisando algum dos meus livros (coisa que acho que nunca vou parar de fazer) ou organizando pensamentos e vou contar minhas experiências pessoais na conclusão de um livro – apesar de não ter sido publicado e que espero poder ajudar alguém na hora da produção de textos, contos e livros. Então preparem-se, esse post está super pessoal! 

 Mas enfim, chega de enrolar e vamos ao que interessa?

Começar e terminar de escrever um livro

Ok, quem curte escrever e sonha em publicar um livro, conto etc – e ainda não tem ele pronto -, deve entender o que estou querendo dizer quando falo: GENTE, É MUITO DIFÍCIL COMEÇAR E TERMINAR UMA HISTÓRIA.

Se vocês verem meus arquivos de textos, vão ver que tenho no mínimo umas 10 começadas. A ideia está ali, mas a maioria delas, eu não consegui concluir, ou sequer cheguei perto disso – não passei nem dos primeiros capítulos, mas guardo todas para a “hora certa” delas, haha. 

Isso acontece por diversos motivos. Desde falta de ideias até o desejo de melhorar a história constantemente e acabar patinando sem sair do lugar. Aliás, acho que ficar querendo melhorar é um dos maiores motivos de um livro não ser concluído, porque já ouvi diversos comentários em aulas que fiz, de pessoas que diziam coisas bem semelhantes ao que eu passava. 

A maior parte das minhas histórias começadas, nunca foram terminadas por um simples motivo: eu não me empenhava nelas. Escrevia durante um tempo e podia passar semanas, ou até meses sem encostar de novo. E o que acontecia? Precisava reler para lembrar direito one tinha parado. Resultado: me preocupava mais em revisar e arrumar coisas ruins de coisas que já tinham sido escritas, ao invés de desenvolver a ideia. Eu nunca saía do lugar. 

Até que um dia, simplesmente sentei e escrevi. Deixei de pensar que o começo precisava de revisão, que estava um lixo. A ideia estava na minha cabeça e o que eu precisava fazer era coloca-la no papel. E isso era mais importante naquele momento. Com o tempo, fui me acostumando com a rotina de escrever um pouquinho – ou muito – por dia, até que eu vi o livro concluído em apenas 6 meses. 

Então a dica mais importante aqui é: ESCREVAM. Não parem de fazê-lo, treinem o quanto puderem e não parem de produzir enquanto a ideia está surgindo. Não se preocupem com erros gramaticais; se a história é coerente; se ela precisa de ajuste (ela vai precisar). Escreva até passar a febre, até as ideias pararem de fluir e muitas vezes, a gente se surpreende porque, quando pegamos no tranco, quando notamos, o livro/conto/crônica/texto já foi terminado. 

E só aí se preocupe com a revisão, com detalhes etc. Somente parei de focar nessas coisas, quando parei de me preocupar se estava bom ou ruim, ou no que precisava ser arrumado que finalmente consegui concluir um livro. Ele está ruim, precisa de muitos ajustes, mas está finalizado. E morro de orgulho dele, mesmo assim, haha 

Como as ideias funcionam

Algumas das perguntas mais frequentes para escritores se resumem em: se a história já nasceu pronta, se o começo e fim estavam na cabeça etc. A resposta para isso é: isso depende de cada um. Se você quiser escrever e não sabe direito para onde está indo, não tem o menor problema, é apenas a maneira que a sua mente funciona. 

Vou contar um segredo para vocês. As minhas ideias costumam nascer de sonhos.

Muitas delas começam de um jeito e acabam desenvolvendo de forma completamente diferente do que eu sonhei, só tenho nas minhas mãos quando acordo, um ponto de partida, pode-se dizer. Quando sento para colocar no papel, elas vão surgindo conforme vou avançando na escrita. Às vezes,  sei como eu quero que ela vai terminar, mas mesmo assim sou surpreendida com novas ideias e quando dou por mim, o caminho tomado é totalmente diferente e novos elementos aparecem. 

Na minha cabeça, quando começo a escrever e estou bem no início da história, tenho apenas o grosso e conforme o tempo passa, ela vai ganhando forma e o caminho é traçado, mas depois de um pouco, essas reviravoltas “surpresas” vão diminuindo e eu vou sabendo cada vez mais pra onde quero que tudo caminhe. 

Ou seja, deixe-se levar que até mesmo você, autor, pode acabar se surpreendendo. E gente, isso é super gostoso.

Como e onde escrever

Muitas vezes, fica difícil se concentrar na tarefa na nossa frente. Eu por exemplo, não funciono dentro de casa. Preciso sair, senão as diversas distrações (Pepe e Netflix em especial, haha), não me deixam ficar um bom tempo para produzir. Geralmente vou para alguma Starbucks perto de casa e lá posso me concentrar por quanto tempo quiser.

Então, se você perceber que na hora de sentar para escrever, fica impaciente, se distraindo mais com as coisas ao redor do que com a tarefa na sua frente, é hora de mudar o lugar. Seja para dentro ou fora de casa. É questão de se descobrir mesmo e testar. 

Escrever à mão x computador

Eu faço os dois. Gosto de anotar ideias e pesquisas em cadernos (fica mais fácil pra acessar e utilizar enquanto escrevo no computador) e o grosso mesmo da história, no computador. Se tenho uma ideia mais para frente, anoto rapidamente o que pensei, a cena que pensei em um caderno que tenho preparado para isso e depois, quando alcançar o momento em que ela se encaixaria, é só reescrever no computador.

Ou seja, acredito que é importante ter um caderno para anotar ideias aleatórias e algumas pesquisas do que se está escrevendo. É muito mais fácil na hora de acessar. No entanto, tem gente que prefere abrir um novo arquivo no computador e fazer isso por lá. É mais uma das coisas que vai do gosto pessoal de cada um e que o teste é importante para saber o que você se identifica mais. 

Bom gente, é isso! Esse é um pouquinho de como funciono na hora de escrever e realmente espero ter ajudado alguém com essas dicas e longas histórias pessoais (post um centrado um pouquinho demais em mim pro meu gosto hahah)! ❤

À propósito! Ontem falei que iria dividir as dicas em duas partes, mas me dei conta que mesmo assim ele ficaria gigante. Por isso, tem mais uma partezinha além dessa sendo preparada, nela vou falar sobre livros relacionados à escrita que uso para treinar, então aguardem, hihi.

postflavia

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Um comentário em “Dicas de escrita (parte 2)

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