Jandy Nelson · Resenha

Resenha: The Sky is Everywhere (O Céu Está em Todo Lugar), Jandy Nelson

unnamed

sinopse

Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida – e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda…

Skoob | Goodreads

 oqueeuachei

the-sky-is-everywhere-book-cover

O Céu Está em Todo Lugar é um livro que só ouvi maravilhas sobre. Quando comecei a ler, recebi comentários em fotos do Instagram de pessoas que curtiram muito e eu fiquei super ansiosa e animada com a leitura. A arte do livro é bem bonita, há diversas páginas com desenhos e trabalhadas, escrita de Nelson prende e cativa, emociona e rende algumas risadas. No entanto, não me surpreendeu e acabando não sendo tudo aquilo que eu pensava que seria. Foi uma boa leitura? Com certeza, mas também deixou um pouquinho a desejar.

Um dos meus maiores problemas com O Céu Está em Todo Lugar foi o ritmo da narrativa, que achei um pouquinho corrida e superficial em alguns aspectos e resultou na constante sensação de que estava faltando algo na história. Muitas coisas poderiam ter sido melhor aprofundadas, eram diversos acontecimentos que refletiam de alguma forma na Lennie e tão pouco explorados que muitas vezes pareciam apenas jogados ali. O próprio luto dela, em relação a morte de Bailey ficou levemente confuso em alguns momentos…ela falava o quanto sentia falta da irmã, escrevia seus poemas e de alguma forma, Nelson não conseguiu fazer com que diversos sentimentos da sua personagem principal chegassem até mim. Eu sabia que ela sofria, mas muitas vezes não conseguia sentir esse sofrimento, se é que isso faz algum sentido, haha. Vou confessar que senti falta de mais momentos das duas juntas, para talvez que a personagem conseguisse passar seu luto de maneira mais intensa e que me tocasse mais.

O relacionamento de Lennie e Joe também me causou um pouco de estranheza. Tudo progrediu um pouco rápido demais para fazer o leitor se acostumar com os dois juntos. De repente, eles já estavam envolvidos quando há poucas páginas havia uma espécie de distanciamento da parte de Lennie. A mesma coisa se repete com Toby, de certa forma. Desde o início e até mesmo na sinopse, relata que ela acaba se envolvendo com o namorado de Bailey e apesar de entender o motivo disso acontecer, com o passar da história, o relacionamento dos dois fica um pouco maçante e não trazendo nada de interessante para a história a não ser o pensamento constante de “isso não vai dar certo”.

E apesar de entender a importância do triângulo não só para o enredo, mas também para a personagem principal, ele não conseguiu prender e se tornou algo bem chatinho. As partes em que Toby aparecia eu me peguei dando suspiros e torcendo para acabar logo – coisa que acontecia, já que as cenas do livro são bem curtas, até demais algumas…

A própria Lennie acabou por me irritar em alguns momentos. Ela é infantil demais e conformada demais em viver na sombra de Bailey. Ela parece não saber pensar por si própria e depois que perde a irmã não apenas encara todo o luto, como também não parece ter personalidade nenhuma. Então, quando por um lado eu senti que faltava um pouco mais de cenas de Bailey viva, também senti que se isso acontecesse, a Lennie sumiria por completo porque a própria autora não conseguiu, de certa forma, criar uma personagem independente. Faltou um pouco de força na narradora para poder segurar bem a fase antes e pós a perda e até mesmo quando a superação começa a ocorrer.

O grande mistério da história, acaba se tornando a mãe de Bailey e Lennie. Uma alma peregrina, de acordo com a avó e que foi embora quando as irmãs eram muito pequenas. Há uma grande importância relacionada a essa mãe ausente, que mais uma vez, dentre tantos outros aspectos do livro, acabou não conseguindo me fazer sentir muita coisa, sua importância, apesar de muito grande em dado momento, ainda passava a sensação de estar faltando algo ali.

Talvez, o momento mais importante e que realmente (finalmente) me fez sentir algo com mais intensidade, foi uma conversa entre Lennie e sua avó no final do livro. Nesse momento, foi a primeira vez durante toda a história que conseguiu me passar um sentimento mais profundo. Para mim, acredito, que esse foi o ponto alto da história, apesar de bem doloroso, diga-se de passagem.

nota

regularbom

consideracoesfinaisO Céu Está em Todo Lugar me conquistou. Me vi muito presa e querendo saber o que ia acontecer com Lennie e os outros personagens, desejando que esse período tão triste desse espaço a momentos menos dolorosos e mais felizes. Eu torci por ela o tempo todo.

No entanto, durante toda a leitura o sentimento de “faltar algo”  me acompanhou. Foram muitas passagens de teor mais pesado, que necessitavam de uma atenção especial que se tornaram rasas e superficiais e não conseguiram me fazer sentir com elas.

É um bom livro? É. Mas não digo que seja ótimo. Ele tem seus pontos altos, é extremamente bonito, mas deixou um tanto a desejar.

recomendoIndico a leitura para todos que curtam YA mature e que gostam de histórias que, apesar de estar situada em um cenário bem triste, ainda seja cheia de esperança. e superação.

postflavia

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s