Filmes x Livros

Filme x Livro: A Esperança – Parte 1

Essa semana, para alegria dos tributos, foi a estreia de A Esperança – Parte 1 e sexta-feira fui ao cinema conferir o filme. Então vamos colocar a Katniss para cantar The Hanging Tree e descobrir o que eu achei do filme?

Devo começar dizendo que ele foi realmente como eu esperava. No entanto, não estava muito empolgada para assistir por um simples motivo: não acredito que o livro tivesse conteúdo para ser dividido em duas partes (não me matem tributos, por favor haha) e apesar de bem detalhado em alguns aspectos, a sensação quando saí do cinema foi basicamente de enrolação, afinal a ação e as coisas começarão a esquentar na parte 2.

Claro que preciso dar o braço a torcer, afinal, se não existissem as duas partes, provavelmente muito da história seria deixado de lado e isso enfureceria os fãs da trilogia. No entanto, a minha sensação ao sair do cinema foi longe de satisfatória, até um pouco revoltante em saber que terei que esperar um ano para finalmente ter contato com a melhor parte do livro. Especialmente porque achei o começo de A Esperança meio parado – justamente a parte contada nesse filme.

Mas afinal, o que teve no filme? Katniss conhecendo o Distrito 13 e descobrindo que como nos boatos, ele realmente existia e ali se formou uma nova sociedade contra a Capital e pronta para atacar. E no filme isso foi mostrado, mas infelizmente não tão detalhado como poderia ser, o foco da história foi o caminho de Katniss para se tornar o Tordo e a maneira que a Capital está lidando com os rebeldes. Aliás, a construção das cenas em que Katniss reage de certa maneira e como reflete nos rebeldes e no Snow é simplesmente maravilhosa.

Outro fato que me agrada muito na adaptação e não apenas em A Esperança, mas como em todos os filmes, é o fato que a narrativa sai do ponto de vista da Katniss para ser contada em terceira pessoa. Dessa vez nós conhecemos como os personagens relacionados ao governo, aos Jogos Vorazes ou até mesmo à revolução pensam. Em relação à Katniss ou a tudo que está acontecendo ao redor. Essa maneira de contar a história deu um toque a mais aos filmes.

O romance em A Esperança – Parte 1 é extremamente sutil. Com o Peeta na Capital, temos o lado da Katniss e do Gale e ele foi um dos personagens que me decepcionaram um pouco neste filme, pois o foco todo foi em Katniss e na sua luta para tentar trazer o Peeta, Johanna e Annie para o 13 e no seu caminho para a se aceitar como símbolo da revolução, de forma que Gale e seus ideais fossem deixados um pouco de lado, o foco nele foi o lado ciumento em relação ao Peeta. Apesar de ser Team Peeta, acho que o personagem merecia uma visão além do apaixonado ciumento no filme.

Uma personagem que merece ficar de olho na construção cinematográfica é a Presidente Coin, Julianne Moore pareceu escolher uma interpretação mais sutil que não revela muito da personagem nessa primeira parte, então talvez devamos esperar uma pequena mudança nela quando o segundo filme estreiar ano que vem.

Aliás, é no próximo filme que teremos que preparar nossos corações porque é quando as coisas esquentarão, porque a Parte 1 foi do Buttercup.

Em suma, A Esperança – Parte 1 é uma boa adaptação, mas também tratou a parte mais morna do livro, dando até uma pequena sensação de enrolação, neste filme, quem roubou a cena (além do Buttercup) foram os Rebeldes e suas atitudes contra a Capital. A Parte 1 foi destinada à Panem e sua luta.

Ifweburnyouburnwithus

 

postflavia

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