Diário de viagem

Diário de bordo: Canadá e NY (parte 3) – Montréal

Depois de alguns meses, finalmente decidi continuar o meu diário de bordo da viagem que fiz em julho. Desculpem a demora na conclusão dos posts, mas eu acabei desanimando com eles…até agora haha. 

A terceira (e última) cidade que visitei no Canadá, depois de Toronto e Québec foi Montréal. E mais uma vez, me utilizei do trem como meio de transporte para chegar lá e como da última vez, a viagem foi simplesmente sensacional. Eu me apaixonei por toda a paisagem do Canadá e tive muita vontade de parar em algumas cidadezinhas para explorar – um dia ainda pretendo fazer isso!  -, especialmente porque a estrada de ferro passava praticamente no quintal das casas e no meio de fazendas. Me senti como se estivesse vivendo em uma espécie de realidade alternativa, observando a vida das pessoas daquela forma, haha. 

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Enfim, chegando em Montréal, assim que fiz o check-in no hotel, saí para explorar um pouco a região onde estava hospedada, logo no centro de compras da cidade. Foi difícil me controlar para não pirar, especialmente com uma loja da minha marca de roupas favorita (Brandy Melville) há menos de um quarteirão do meu hotel, além de duas livrarias enormes também pertinho. Ah, a parte de passar pelas livrarias sem poder levar nada foi a mais sofrida, especialmente quando ainda estou sonhando com alguns livros em hardcover e autografados que vi por lá. *suspiros* 

Fiquei num total de cinco dias em Montréal e devo dizer que a maior parte deles foi um tanto complicada. A parte turística da cidade é muito pobre, os ônibus de turismo nos levam a poucos lugares e por pouco não deixei de conhecer locais legais porque não faziam parte do circuito turístico. Fora que os guias eram muito chatos! Enquanto em Toronto eram todos jovens e divertidos, em Montréal eram todos velhos e chatos. Sem problemas com a idade, mas o passeio se tornava entediante com eles…Minha dica é para quem vai para a cidade é pegar os guias disponíveis e procurar aonde ir sem depender de ônibus ou guias: se arrisque

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Nos passeios com os ônibus da Gray Line, escolhi o Hop-On, Hop-Off (que nos permite descer para conhecer os locais) e um dos pontos turísticos mais interessantes que visitei, foi na considerada “velha Montréal”, um museu chamado Pointe à Calliere que nada mais é que um sítio arqueológico, onde podemos visitar os subterrâneos da cidade. Como eu sempre fui apaixonada por arqueologia (era uma das minhas profissões dos sonhos quando criança – olá A Múmia), simplesmente pirei com esse local, que se expande no subsolo entre três prédios. A Velha Montréal também é um local agradável para passear a pé (no verão, é claro haha) e curtir as lojas de arte e souvenirs e restaurantes.

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No terceiro dia de viagem, meu pai e eu estávamos cogitando seriamente em pegar um vôo e adiantar a ida para Nova York ou para algum outro local dos EUA que já visitamos – eu queria ir para Orlando, visitar o complexo novo do The Wizarding World of Harry Potter, mas meu pai vetou a ideia imediatamente #chateada. No entanto, as passagens eram caras e os hotéis também, então tivemos que nos virar nos 30 para arranjar o que fazer em Montréal, já que aparentemente não havia muito mais coisa que turistas como nós poderiam fazer. No “desespero” peguei um livreto de museus e marquei dois lugares para ir: o museu do Holocausto da cidade – um assunto que sempre cativou meu interesse – e o Biôdome, que no livreto era descrito como um zoo e nada além disso. 

O museu do Holocausto (Centre commémoratif de l’Holocaust à Montréal) ficava super longe do meu hotel e um local muito pouco visitado por turistas como eu e meu pai e dentro da faculdade judaica de Montréal. Ele possui dois andares repletos de fotografias, vídeos e artefatos de pessoas sobreviventes do Holocausto que migraram para o Canadá no fim da Guerra. É um acervo bem grande e interessante que vale a pena ser visitado por quem se interessa pelo assunto. 

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Já o Biôdome…fiquei surpresa com a pouca atenção dada a ele. É um antigo estádio olímpico que foi transformado em zoo, mas os animais não são o ponto alto do passeio – inclusive, é um zoológico bem pequeno e com poucas variedades de espécies -, e sim o fato que eles recriaram o clima do local representado. Imagine passear pela Floresta Amazônica no Canadá? É realmente incrível e o passeio vale muito a pena!

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O Biôdome fica em pleno antigo complexo olímpico, então além dele há diversos locais para passear na região. Coisa que em nenhum momento foi citado para nós e nenhum dos ônibus de turismo vai até ali. Fiquei realmente chocada por isso, porque é um passeio bem legal. Lá visitei a Torre de Montréal, a maior torre inclinada do mundo. É um observatório como tantos outros, mas a subida é bem interessante e um pouco aflitiva, devo dizer, já que o edifício é inclinado em 45 graus.

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No final, consegui encontrar passeios interessantes durante os dias que fiquei em Montréal, mas acho que não voltaria para a cidade, fiquei um pouco decepcionada com ela depois de conhecer Toronto e a belíssima Québec. As línguas que faladas na cidade são inglês e francês, Montréal é inclusive, a única cidade da província de Québec que tem o inglês como primeira língua. Saindo de lá, basicamente só se fala em francês.

A minha viagem ao Canadá chegou ao fim em Montréal. E meu diário de viagem se encontra no final também. Ainda pretendo falar um pouquinho de NY para vocês e sobre as livrarias que visitei! Espero que tenham gostado do post! 🙂 

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4 comentários em “Diário de bordo: Canadá e NY (parte 3) – Montréal

  1. O Canadá é tudo de bom, eu quero voltar e conhecer outros locais que não consegui! É o tipo de viagem que vale a pena!
    Ai, sabe que eu não curti muito Montréal? A cidade não era tão bonita quanto Toronto ou Québec…acho que se ela fosse o primeiro lugar que visitei, provavelmente eu teria gostado mais, mas depois das duas cidades, acabei bem desanimada, haha.
    NY é tudo de bom, um dos meus lugares favoritos no mundo ❤ haha E tomara que consiga ir, vou torcer por você daqui!!

    Beijão!

  2. Que lindo! Acho que adoraria uma estadia do Canadá. Pelas suas fotos Montreal parece ser o tipo de cidade que eu adoraria! E até acho a falta de coisas para fazer boa, porque sempre saio de algum lugar um pouco decepcionada por não ter tido mais tempo 😦
    Mal posso esperar o post sobre NY, Flávia! Se o universo conspirar a meu favor, vou fazer intercâmbio para as bandas dos states ano que vem, quem sabe você me dá umas dicas? HAHA!

    Beijão!
    http://porenseetcs.blogspot.com/

  3. Ah, que bom que gostou, Duda! Fico super feliz! 🙂 O Canadá realmente é muito lindo, apesar de Montréal ter sido a cidade que menos curti lá, Toronto e Québec são MARAVILHOSAS. Moraria fácil em Toronto haha
    Beijão!

  4. Adorei o post e as fotos, Flávia! Tenho muita vontade de conhecer o Canadá e espero um dia poder passar uns tempos lá, acho lindo demais.
    Beijos!

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