David Levithan · Resenha

Resenha: Invisível, Andrea Cremer e David Levithan

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sinopse

“Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth.

Stephen tem sido invisível por praticamente toda sua vida – por causa de uma maldição que seu avô, um poderoso conjurador de maldições, lançou sobre a mãe de Stephen antes de ele nascer. Então, quando Elizabeth se muda para o prédio de Stephen em Nova York vinda do Minnesota, ninguém está mais surpreso do que ele próprio com o fato de que ela pode vê-lo. Um amor começa a surgir e quando Stephen confia em Elizabeth o seu segredo, os dois decidem mergulhar de cabeça do mundo secreto dos conjuradores de maldições e dos caçadores de feitiços para descobrir uma maneira de quebrar a maldição. Mas as coisas não saem como planejado, especialmente quando o avô de Stephen chega à cidade, descontando sua raiva em todo mundo que cruza seu caminho. No final, Elizabeth e Stephen devem decidir o quão grande é o sacrifício que estão dispostos a fazer para que Stephen se torne visível – porque a resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. Pelo menos para Elizabeth…” – Skoob

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Invisível é um livro que mistura duas categorias YA: a fantasia e o contemporâneo e posso afirmar que isso me conquistou de maneira absoluta. Desde as primeiras páginas já me apaixonei da história e quanto mais lia, mais vontade tinha de abraçar o livro e rolar com ele no chão de tanto amor, haha. Especialmente porque ele é bem demarcado, no início a leitura realmente parece pesar mais para o contemporâneo, até que em dado momento as coisas mudam e a fantasia começa a mostrar cada vez mais sua força durante a história.

A narrativa é dividida entre Stephen e Elizabeth, então temos o ponto de vista dos dois personagens. Stephen é fácil de simpatizar e gostar logo de cara, especialmente pelo fato de ser invisível e ter sofrido tanto, aquele personagem que queremos cuidar e impedir que sofra. Elizabeth já é um pouquinho mais complicada, constantemente em modo de defesa ativado, em alguns momentos, especialmente no início ela pode ficar um pouco chata e várias vezes parece afastar o leitor de conhece-la mais profundamente, assim como ela fez com todo mundo ao seu redor.

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Com personalidades tão diferentes e tão “carentes”, os dois personagens são fáceis de entrar no coração do leitores. A mesma coisa ocorre com os personagens secundários, especialmente Laurie, o irmão de Elizabeth, que é o mais aprofundado – inclusive, Laurie mereceria um livro próprio (que eu iria adorar ler).

Invisível toca o leitor diversas vezes, especialmente por focar bastante no relacionamento humano e como lidamos com o luto e momentos difíceis. Stephen pode ser realmente invisível, mas diversos sentimentos do personagem podem ser trazidos para a vida real de modo que o leitor se identifique, a ponto que a situação dele pareça quase uma metáfora. A mesma coisa ocorre com Elizabeth…até o momento que a fantasia toma conta da história.

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Durante boa parte da leitura temos essa sensação de “metáfora literal”, mas chega em um ponto em que a fantasia começa cada vez mais mostrar sua força e os dois “gêneros” (o contemporâneo e a magia) se fundem, algo que foi muito bem pensado e calculado pelos dois autores, porque essa mistura poderia ser um desastre. Ainda bem que não foi! O foco parece mudar durante algum tempo, mas as discussões presentes no início da história vivem retornando até que voltam com força no final, que por sinal foi um tanto aberto, levando a acreditar que talvez possa haver uma continuação à caminho.

nota

coisalinda

recomendo

Invisível entrou rapidamente na lista de favoritos do ano! Recomendo para os amantes de YA contemporâneo e fantasias. Os dois gêneros se misturaram de forma perfeita e agradará os leitores de ambos.

postflavia

 

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2 comentários em “Resenha: Invisível, Andrea Cremer e David Levithan

  1. Olha, vou confessar que até ler Will & Will eu não dava muita coisa pra ele, não sei porque, mas os livros dele não me atraíam nem um pouco…precisei conhecer o trabalho pra gostar! E gostei muito!
    E Invisível é super legal justamente por isso, ele passa longe de clichês. É super bom, recomendo ler viu? haha

    Beijos!

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