Jennifer L. Armentrout · Nível de inglês intermediário · Resenha

Resenha: série Covenant, Jennifer L. Armentrout

covenant

sinopse

Os Hematoi descendem da união de deuses e mortais e a união de dois Hematoi – pure blood – possuem alguns poderes quase divinos. Os filhos de Hematoi e mortais são os half-bloods e estes possuem apenas duas opções: serem treinados como os Sentinels, aqueles que caçam e matam daimons ou se tornarem servos nas casas dos sangue puros.

Alexandria, de dezessete anos prefere arriscar sua vida lutando do que desperdiça-la lavando banheiros, mas ela pode acabar fazendo isso. Há diversas regras que os estudantes do Covenant devem seguir e Alex possui um sério problema com elas, especialmente com a regra número 1: o relacionamento entre pure bloods e half bloods são proibidos. Infelizmente ela tem uma paixão pelo puro-sangue, Aiden. Mas se apaixonar por ele não é o maior problema de Alex e sim sobreviver o suficiente para se formar e tornar-se uma Sentinel. Se ela falhar nisso, o destino pode ser pior que a morte ou escravidão: ser transformada em um daimon e ser caçada por Aiden. Isso meio que seria um saco.

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Como comentei na resenha sobre o primeiro livro da série, Half-Blood, há diversos aspectos em Covenant que lembram Vampire Academy. As mesmas bases foram utilizadas para escrever a história e as semelhanças nos primeiros dois livros são gritantes, a ponto de algumas cenas serem basicamente iguais e é impossível não imaginar que Jennifer L. Armentrout não possa ter “emprestado” algumas ideias de Richelle Mead na hora de criar sua história. Mais uma vez, afirmo que os fãs de VA poderão odiar Covenant por causa das semelhanças. Ou então amar exatamente por isso.

Quando fiz a resenha de Half-Blood comentei que fiquei muito em dúvida da nota que deveria dar para o livro, já que elas são tão grandes a ponto de beirar o plágio. Eu escolhi dar a nota pelo meu gosto, que foram cinco estrelas. Porque apesar desse fator, a história é bem escrita (ou reescrita segundo diversos leitores), ela prende, diverte, é interessante e extremamente viciante. Mas não posso deixar essa questão ignorada, já que é algo muito gritante. No entanto, para a minha alegria, conforme a leitura dos livros foi ocorrendo, Covenant foi tomando suas próprias formas e se afastando cada vez mais de VA. E isso me deixou muito feliz, porque apesar da nota máxima na resenha do primeiro livro, eu ainda estava um pouco incomodada com as semelhanças.  A questão toda é, Covenant se tornou minha série favorita lida este ano até o momento. Eu não consegui largar até o último livro e ela manteve a qualidade em todos eles. Não houve um momento que chegou a cansar – como aconteceu comigo quando li Vampire Academy, que em dado momento ficou dramática demais lá pelo quarto livro e perdido totalmente a qualidade e as ideias originais apresentadas no primeiro volume da série, pelo contrário, Jennifer L. Armentrout deixou diversas surpresas conforme a leitura foi avançando, digamos que os primeiros livros mostram uma pontinha do problema todo e do objetivo real da história, que apesar de fazer sentido e com que desconfiemos quando os livros vão sendo trocados, ainda assim chegam a ser um tanto surpreendentes. Eu terminei a leitura completamente satisfeita e acima de tudo feliz com as surpresas que me deparei durante a história, assim como em momento algum os livros chegaram a cansar. Quando o drama começava a pesar, uma cena de comédia vinha para equilibrar. A mesma coisa acontecia com ação e romance. Nada foi exagerado e tudo foi muito bem colocado. Acredito que esse tenha sido o maior fator para a história ser tão boa.

Os personagens também são interessantes, Alex é uma narradora extremamente divertida e fácil de se gostar. Suas alegrias e sofrimentos se tornam o do leitor e observar sua evolução é uma delícia. Aiden é romântico e confesso que achei ele um tanto meloso demais nos primeiros livros, mas ele vai se mostrando bem divertido também. O lado cômico da história fica nas mãos de Luke e Deacon, personagens que gostaria de ver uma evolução ainda maior (mas, vamos voltar a encontra-los no spin-off, então estou feliz). Seth é o personagem mais complexo de toda a história. Não sabemos o que ele é exatamente, mas sempre que ele aparece rende boas risadas e carinho por ele (meu personagem favorito da série). Também há outros interessantes como Marcus, o tio de Alex que evitarei falar muito para evitar spoilers. Outros personagens extremamente interessantes e divertidos são os deuses. Todos eles me renderam boas risadas, especialmente o Apolo. Mas mais uma vez, evitarei entrar em detalhes para não contar eventos do futuro do enredo.

O ritmo da leitura foi extremamente confortável, como citei ali em cima, nunca ficou monótono em nenhum momento, Armentrout soube dosar bem todos os fatores como drama, comédia, romance e ação. Apenas acho que o final correu um pouco, senti falta de mais detalhes do que Alex estava vivendo antes de passar para os momentos de conclusão do livro, especialmente por tratar da interação dela com personagens que não fizeram parte tanto assim da história e que eram importantes. Isso foi o que mais me fez falta. A sensação que deu foi que a autora quis pular logo para os “finalmentes” e fez muita falta de mais detalhes, mais momentos com tais personagens.

O  maior defeito da série realmente é o fato de ser tão parecido com Vampire Academy em seus primeiros livros. Apesar de gostar muito, faltou sim um pouco de originalidade para criar o mundo dos Hematoi, parte do enredo e até mesmo algumas características de personagens. Mas também devo ressaltar mais uma vez que foi justamente as semelhanças com VA que me fizeram amar tanto o início de Covenant. Digamos que essa semelhança toda é uma faca de dois gumes. É uma série extremamente bem escrita com um enredo muito interessante e quando ele se “desprende” de Vampire Academy e caminha com “pernas próprias” consegue superar a outra (opinião pessoal). Por esse motivo, recomendo para os fãs da série vampira de Richelle Mead, mas somente para aqueles que pretendem ler com a mente aberta, aceitar as igualdades de ambas as séries.

consideracoesfinais

Covenant diverte, faz rir e chorar, tem momentos marcantes e tocantes. É o tipo de leitura que te leva a todos os tipos de emoções, além de surpreender diversas vezes. Há muitas reviravoltas, mas não a ponto de deixar confuso. E é muito interessante também ver como a história foi construída e as mudanças do primeiro para o último livro, nunca se esquecendo da base dela, que é a mitologia grega. Jennifer L. Armentrout escreveu novamente livros que nunca ficam monótonos ou chatos com personagens apaixonantes e todos os fatores na medida certa. Não é à toa que ela se tornou uma das minhas autoras favoritas em tão pouco tempo.

Para saber mais sobre primeiro livro, eu fiz resenha dele. Clique aqui para ver.

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