Jamie McGuire

Belo Desastre

Belo Desastre (Beautiful Disaster; editora Verus – 392 páginas) é um livro que entrou na minha lista de leitura há um bom tempo, mas sempre acabava passando alguns livros na frente dele (coisa que costuma acontecer com uma grande frequência em relação à livros que estão em lista de leitura para mim, devo confessar, haha)…no entanto, estava com vontade de ler algo com um enredo parecido com o dele, então resolvi compra-lo.

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Belo Desastre é um livro que começa extremamente bom, mas que com o passar da leitura foi me decepcionando cada vez mais – por outro lado, não consegui larga-lo até chegar na última página, confesso – e quando o terminei, simplesmente não sabia o que pensar sobre ele. Por fim, depois de discutir um pouco com a Renata e dar um tempo para meus pensamentos sobre a história se acertarem, cheguei à conclusão que foi um dos livros mais fracos que li, que tinha de tudo para ter um enredo maravilhoso, mas que foi estragado.

A começar com a personagem principal, Abby. Jamie McGuire decidiu que faria mistério com o passado dela durante boa parte do livro, mas como grande parte de suas atitudes eram tomadas por conta do passado misterioso, muitas delas tiveram um impacto totalmente negativo e pareciam um tanto superficiais. Quando finalmente descobrimos o que lhe aconteceu, o assunto foi abordado de maneira superficial.

E a superficialidade é algo que se repete muito no livro. Diversos acontecimentos durante a leitura passam depressa demais, talvez a única coisa que McGuire tenha focado realmente foi no relacionamento entre Abby e Travis e mesmo assim ele diversas vezes eu fiquei com a sensação de que faltava aprofundar mais diversas coisas. Inclusive, o próprio final ficou um tanto estranho, afinal mesmo Abby sendo a narradora, é possível enxergar que o relacionamento dos dois não é algo saudável para nenhum deles e a própria Abby não consegue se abrir e explicar os motivos de suas atitudes extremas para Travis, que parece aceitar numa boa sem questionamentos. Assim como ela aceita a personalidade extremamente controladora dele sem rodeios. Eu sei que o livro passa a ideia que ambos são perfeitos um para o outro e que juntos são mais fortes etc, mas também faz com que os dois aceitem seus maiores problemas numa boa sem tentar ao menos “melhorar”, enfrentar etc. A impressão que passa é que eles vão se destruir com o tempo…

Outros fatores que me desagradaram no livro foram as lutas de Travis, que em dado momento é afirmado que ele parou de lutar. Em outro, a própria Abby afirma que conseguiu um dinheiro alto com elas, depois voltam como se nunca tivessem parado de ocorrer; e os personagens que surgem em determinados momentos e depois desaparecem sem nenhuma explicação. Na realidade, os únicos personagens secundários que são ao menos um pouquinho aprofundados, são America e Shipley (namorados, ela melhor amiga e ele primo de Abby e Travis respectivamente). Os outros aparecem e desaparecem constantemente, mais uma vez dando um ar superficial.

O desfecho do livro segue seu padrão, acontece de maneira rápida e nada aprofundada e deixa diversos aspectos que foram jogados na mesa em aberto. A impressão que me passou é que a própria autora se perdeu no excesso de informações colocadas no livro e já não sabia como explora-las, então optou por concluir com um final feliz, que ficou fraco se parar pra pensar em toda a história e até mesmo as atitudes dos personagens. Seria melhor deixar um final em aberto do que concluir com uma espécie de “felizes para sempre”, coisa que a sensação que passa é que está longe de acontecer.

 

Devo confessar (novamente) que Jamie McGuire pode ter escrito uma história muito mal aprofundada, mas que prende bastante. E que eu pretendo ler o segundo livro, Desastre Iminente – que nada mais é que a mesma história contada pelo ponto de vista de Travis – apenas para saber se os pontos deixados em abertos ou então o próprio final seja melhor aceito depois de le-lo.

Belo Desastre não é uma leitura que recomendo. Se você quer ler uma história que tenha um enredo parecido, onde os personagens podem se destruir ou serem a “salvação” um do outro, recomendo No Limite da Atração, também da editora Verus. Leia a resenha dele clicando aqui.

 

flavia machado_psycho reader

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