Carina Rissi

Perdida: um amor que ultrapassa as barreiras do tempo

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Depois de meses e meses na minha lista de leitura, resolvi finalmente pegar Perdida (ed Verus, 364 páginas), da Carina Rissi pra ler. E devo confessar que ele me trouxe diversos sentimentos controversos.

 

História:

Sofia é uma típica jovem do século XXI, totalmente viciada em aparatos tecnológicos e que simplesmente não acredita em romance e ter aversão à palavra casamento. Seus romances são vividos através de livros, especialmente por ela acreditar que tais coisas como amor, existam apenas apenas na ficção.

Sua vida é completamente transformada ao comprar um celular novo – após perder o antigo em uma noite de bebedeira, de uma maneira nada agradável -, Sofia não perde tempo em comprar um novo aparelho, mas há algo de muito errado com ele, já que por algum motivo ela foi parar em pleno século XIX, onde ela é acolhida por Ian Clarke, um homem prestativo, bonito e extremamente gentil.

Enquanto procura um modo de voltar para casa, Sofia descobre que precisa resolver alguns aspectos pessoais para que isso aconteça e cada dia que passa em 1830, mais ela descobre que o amor pode aparecer nas formas mais estranhas – como dois séculos antes de você nascer.

 

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Devo começar dizendo que a história é super bem bolada; interessante; diferente e que a leitura prende, deixa o leitor curioso pra saber o que vai acontecer e qual seria o desfecho. No entanto, há diversos fatores que não me fizeram gostar tanto assim do livro, como eu disse ali em cima, ele me trouxe sentimentos controversos.

Digamos que eu não gostei de Perdida, mas também não desgostei. Está ali no meio termo. Ele me distraiu, prendeu mas deixou (muito) a desejar ao meu gosto. É um livro de romance, então não estou contando spoilers se disser que o romance, o amor acontece rápido demais. Em um pouco mais de uma semana, devo dizer. Sou do tipo de pessoa que acredita que o amor – amor de verdade e não se apaixonar –  leva tempo para ser construído, e esse tipo de amor-relâmpago não me atrai muito e tenho a sensação de soar um tanto falso devo frisar que essa é a minha opinião). Outra coisa que não me agrada muito é o tipo de personagem narrador que vive em torno de um romance e que parece que jamais vai conseguir viver sem a pessoa amada…sei que em diversos momentos em um relacionamento há essa sensação, mas acredito que isso parece concordar que a pessoa somente será feliz por causa de um amor e que a felicidade gira em torno disso e não de outros fatores, há aquela frase famosa “se você viveu x anos sem a pessoa do seu lado, consegue viver sem”, parece que cria um pouco de dependência nada saudável em um relacionamento (mais uma vez, opinião extremamente pessoal).

Por outro lado, Sofia – a narradora – é uma personagem extremamente divertida e os personagens secundários também são super interessantes e encaminham muito bem a história. A escrita é bem despojada e cheia de gírias – usadas de propósito e de maneira que haja o choque de culturas de séculos diferentes. E apesar de discordar de diversos aspectos do livro, eu não consegui larga-lo, curiosa para saber o que iria acontecer mais pra frente.

Perdida – um amor que ultrapassa as barreiras do tempo foi um bom romance de estreia de Carina Rissi, mas não tão bom quanto seu segundo, Procura-se Um Marido. Com certeza lerei o volume 2 de Perdida, quando este sair,  apesar de ter tantas desavenças com primeiro.

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flavia machado_psycho reader

 

 

 

 

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