Juliet Marllier

Sevenwaters: Child of the Profecy

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Mais um post sobre Sevenwaters, haha. Ontem (ou hoje) de madrugada concluí o terceiro livro e não resisti em fazer outro, haha. Mas, para os posts sobre essa série não ficarem tão cansativos/repetitivos, eu vou trazer em cada um deles uma curiosidade sobre ela e a autora, Juliet Marillier antes de falar sobre o livro que li.

 

No post de hoje, traduzi uma parte de uma entrevista com a Juliet que está publicada no blog da revista Good Reading Magazine. Se houver algum erro na hora de traduzir, me desculpem, mas eu não faço isso há um bom tempo e acho que estou um pouco enferrujada, haha.

fonte: site oficial da autora
fonte: site oficial da autora

GR: Você cresceu em Dunedin, Nova Zelândia – um local muito longe da Irlanda e Escócia. De onde surgiu o interesse em histórias Celtas-Gaélicas?

JM: Apesar da localização, Dunedin é extremamente escocesa. Ela foi criada por imigrantes escoceses, que trouxeram a cultura deles. Dunedin, é um nome antigo de Edimburgo e a cidade está cheia de nomes das ruas da capital da Escócia, bandas de gaita escocesa, dança escocesa e por aí vai. Ou pelo menos era assim enquanto eu crescia. Eu tenho parentes escoceses e irlandeses e uma afinidade enorme pela mitologia e folclore Celta e Galês desde pequena, quando lia contos de fadas. Eu adquiri meu amor pela história através de leitura e estudo e sempre tive esse interesse a vida inteira. Eu sinto como se estivesse carregando uma linha ancestral de contar histórias.

 

Como sua formação acadêmica (ela estudou música e linguagens na universidade) ajudou na sua carreira como escritora?

Estudar música me deu um sentido para ritmo e fluência na hora de escrever. Eu sempre leio as passagens em voz alta para descobrir que juntei esses elementos de maneira correta. A música também cria uma estrutura que é satisfatória e balanceada. Estudar linguagens estrangeiras dá um melhor entendimento nos princípios da gramática inglesa, enriquece o vocabulário e abre novos caminhos para outras culturas – todas muito úteis para um escritor. De uma maneira geral, a disciplina pessoal necessitada para o estudo superior é um bom treino para a disciplina requerida para todos os autores.

 

Quando você escreveu sua primeira história? Ela já continua esses elementos de fantasia histórica ou esse interesse evoluiu mais tarde?

Se você quer dizer a primeira história de verdade, eu escrevi quando tinha uns sete anos e era sobre ficção científica: um conto sobre robôs enlouquecendo, cheio de sangue, morte e caos. Minha segunda história foi sobre cientistas descobrindo um Plesiosaur vivo em Fiordland, NZ. Na escola primária onde estudei, havia vários autores promissores. Nós costumávamos escrever em livros de exercícios cortados na metade e passar nossas histórias para os colegas, que liam, comentavam e criticavam.

Eu estudei música e lingagens na universidade e não letras. Depois de me formar, trabalhei em vários trabalhos relacionados à música, tive meus filhos e passei muitos anos me tornando mais velha e sábia. Eu não escrevi ficção novamente até os quarenta anos. Nunca houve uma decisão consciente para escrever sobre esse gênero em particular, eu simplesmente escrevi a história que eu quis escrever (Daughter of Florest, Filha da Floresta em português) e quando meu livro foi publicado, descobri que as pessoas o chamavam de fantasia história. Naquele momento eu nem sabia que havia essa categoria nas livrarias. De qualquer maneira, meu amor por mitologia e história e meu gosto por boas histórias de amor, acabaram colocando minha carreira na direção certa!

 

Como você faz suas pesquisas histórias? Você visitou algum dos lugares onde se passam os seus livros?

Eu passei a me concentrar mais na minha pesquisa enquanto ganhava experiência como escritora. A base história para a minha primeira série foi bem falha, eu gostaria de ter prestado mais atenção nela.

Eu leio bastante material na hora de me preparar para um novo romance, não apenas livros de história, como também todos os tópicos, desde magia até geografia. E eu viajo sim para os locais dos livros. Minhas pesquisas me levaram até Faroe Island (meio caminho entre a Noruega e Islândia), Transilvania e Turquia.

 

Eu não traduzi a entrevista inteira por se tratar a maior parte de um dos livros de Juliet, então peguei apenas os fatos sobre a carreira dela. Espero que tenham gostado.

 

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Quanto ao livro, Child Of Profecy (592 páginas), eu devo dizer que me surpreendeu. Embora o meu favorito tenha sido o segundo (Filho das Sombras) até o momento, o terceiro livro foi o que mais conteve reviravoltas e emocionante. Ele foi um final perfeito para a trilogia, completamente satisfatório e como sempre, prendendo do começo ao fim.

A leitura em inglês talvez seja um pouco complicada para quem não está muito acostumado, eu mesma tive um pouco de dificuldade nas palavras sobre a cultura trazida no livro em geral e tive que usar o meu tradutor do Kobo algumas vezes. E também devo dizer que a tradução, feita pela editora Butterfly foi bem fiel à maneira de Juliet Marllier escrever, muito satisfatória. Infelizmente não encontrei dados que informem quando o livro será lançado em português.

 

 

AVISO, ABAIXO CONTÉM SPOILERS DOS PRIMEIROS LIVROS

 

Vá para os posts anteriores sobre Sevenwaters, caso não conheça a série/trilogia, caso não queria saber spoiler:

Filha da Floresta

Filho das Sombras

 

 

Child of the Profecy é narrado por Fainne, filha de Niahm e Ciarán. Ela vive juntamente com o pai, em um local isolado e é treinada por ele para se tornar uma feiticeira através dos ensinamentos druidas.

Ao completar 15 anos, Fainne é enviada a Sevenwaters para completar a destruição que sua avó, Lady Oonagh começou. No entanto, a jovem vai obrigada após a feiticeira ameaçar matar Ciarán e para salvar o pai e as pessoas que ama, Fainne faria qualquer coisa. Até se envolver com os caminhos negros da feitiçaria.

 

Eu fiquei surpresa com esse livro constantemente. O final, foi o ponto alto e devo confessar, que me trouxe os mais variados tipos de reação. Juliet Marllier conseguiu concluir a trilogia de forma excelente e que irá agradar todos os amantes da série.

Assim como em todos os livros, há um final satisfatório para a história contada nele, mas esse também fecha o ciclo começado com Filha da Floresta.

 

Particulamente, o que eu mais gostei foi a maneira que a autora compôs a série. Ao invés de acompanharmos um único personagem e história durante todos os livros, temos sempre personagens novos, enredos novos sem em nenhum momento se esquecer da trama central.

 

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