Veronica Roth

Divergente

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Depois quase dois anos enrolando, finalmente me rendi e ontem li o primeiro volume da trilogia Divergente (Divergent) – editora Rocco, 502 páginas.

O motivo principal de eu ter demorado tanto pra ler é que distopias me enjoam um pouco. Depois de ler Jogos Vorazes – e amado, precisava me distanciar desse tipo de leitura um pouco, especialmente porque Divergente foi lançado mais ou menos quando Jogos Vorazes estourou aqui e sempre ouvi muita comparação entre as duas. Então achei melhor me distanciar da primeira, para poder ler sem muitas comparações.

Não sei se sou a única pessoa que sente um pouco de dificuldade de explicar o cenário do livro, mas vamos tentar. A história se passa em uma Chicago futurista, depois de provavelmente o “mundo ter acabado” . A cidade foi dividida em quatro facções e uma nova sociedade nasceu. Separei um trecho da página 48 que explica cada uma delas:

Dividiram-se em quatro facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo.[…]

Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade.[…]

Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição.[…]

Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza.[…]

Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação.[…]

E os que culpavam a covardia se juntaram à Audácia.

Neste local vive Beatrice, uma adolescente de 16 anos de idade que deverá escolher seu rumo para a vida. Pertencer à facção que nasceu, Abnegação ou trocar para outra – coisa que a faria cortar os laços com seus pais e irmão, além de ser considerada uma espécie de traidora. Durante os testes de aptidão para as ditas facções, Beatrice descobre ser divergente, uma pessoa que pesa para mais de uma facção ao mesmo tempo e isso é perigoso. Beatrice escolhe sua facção, muda seu nome para Tris e tenta esconder sua divergência.

Como uma distopia, a sociedade de Divergente parece perfeita. No entanto, é formada por humanos e nós temos sede pelo poder e não pensamos duas vezes antes de pisar no outro. E é aí que a história fica boa.

divergente

Tris é uma personagem-narradora forte e o que mais gosto nela, não é santa, aquela personagem tão boazinha que fica mal por pisar em uma formiga. Não, ela não pensa duas vezes em ferir os outros para se defender e não me de esforços para provar que é capaz de muito, embora seja extremamente insegura tanto com sua aparência, quanto com sua capacidade. Mas quem não é? Há um equilíbrio muito bom entre insegurança e a força da personagem.

Os personagens secundários também dão um bom andamento para a história e acima de tudo, todos se mostram muito humanos quando o assunto é competição. Na maior parte do livro não existe vilões e mocinhos e sim adolescentes competindo de maneira até cruel para ficar em uma facção. Há inveja, ciúmes, dor, amizade e claro, romance. Além de ter uma história bem estruturada que faz jus aos comentários positivos que tenho visto sobre a trilogia.

Há uma adaptação cinematográfica em andamento e os dois primeiros volumes foram lançados em português. O terceiro, apenas em outubro desse ano, em inglês por enquanto.

Divergente é da editora Rocco e custa R$39,50 segundo o site da mesma.

flavia machado

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